Recomendações do W3C sobre usabilidade
Usabilidade pode ser definida de várias maneiras. Vemos usabilidade amplamente de acordo com a definição ISO 9241: "Eficácia, eficiência e satisfação com que determinados usuários atingem metas específicas para cada tipo de ambiente". Eficácia, eficiência e satisfação podem ser definidos como:
- Eficácia: a exatidão e a integralidade com que usuários conseguem atingir seus objetivos específicos em determinados ambientes;
- Eficiência: os recursos gastos em relação à exatidão e integridade das metas almejadas;
- Satisfação: o conforto e a aceitação do sistema alcançados pelos usuários e outras pessoas afetadas por seu uso;
A usabilidade está vinculada ao modo como o grupo de usuários interage com o sistema, este por sua vez, pode apresentar vários defeitos. Por exemplo, muitos sites sem usabilidade têm problemas como esses:
- Estrutura: fornecer uma estrutura lógica e eficaz, que facilite as tarefas mais comuns;
- Navegação: fornecer um contexto para o usuário (Onde eu estou? De onde eu vim? Onde posso ir?);
- Coerência: modelos de design para o layout, apresentação e interação de páginas individuais;
- Feedback: destacar as informações importantes, fornecendo feedback sobre as ações do usuário;
- “Pesquisabilidade”: fornecer metadados para apoiar a procura efetiva, proporcionando um contexto do site em qualquer página;
- Controle e segurança: controle de usuário, proporcionando perfis de acesso e restrições que impedindo que pessoas não autorizadas acessem as informações confidenciais do site.
As definições de acessibilidade geralmente coincidem com as de usabilidade. Acessibilidade pode ser vista como a usabilidade para usuários com deficiências, os quais podem usar modos de entrada alternativos ou especializados, como também tecnologias auxiliares, como leitores de tela ou dispositivos braille. Normalmente, um site acessível:
É perceptível e de fácil interação com dispositivos alternativos que podem ser facilmente identificados e efetivamente utilizados para auxiliar a navegação.
A acessibilidade identifica defeitos de usabilidade, procurando evitar que o uso de um site por um grupo de usuários com deficiência, tenha o conteúdo padrão prejudicado, independentemente do modo de interação escolhido. Sites que são considerados difíceis de usar e pesados apresentam geralmente não apenas os defeitos genéricos em usabilidade, mas também problemas de acessibilidade que podem impedir totalmente a sua utilização para os usuários com problemas cognitivos, deficiência visual ou outras deficiências.
O W3C desenvolve recomendações técnicas que muitas vezes parecem estar muito longe da realidade do usuário final, bem como orientações que visam melhorar a experiência do usuário, além de diretrizes para melhorar a acessibilidade do conteúdo. Seguir as recomendações técnicas traz um efeito importante na experiência do usuário e define os limites dentro dos quais os projetistas devem seguir no desenvolvimento dos sites.
O desafio é trazer o contexto do usuário para as pessoas que desenvolvem os sites, seguir as recomendações técnicas do W3C pode facilitar o processo de decisão, de quais técnicas devem ser usadas, para melhorar a usabilidade dos produtos.
O desenvolvimento de um site ou sistema que segue as recomendações técnicas propostas tende a atingir maiores graus de acessibilidade e usabilidade. No entanto, embora as recomendações sejam exigentes, é importante analisar as necessidades gerais da aplicação em diferentes cenários, ferramentas e agentes, para que eles possam ser usados de uma forma que não restrinja desnecessariamente o design do site.
As recomendações do W3C
A maioria das recomendações do W3C são muito técnicas, e em muitos casos requerem algum conhecimento técnico prévio, para serem totalmente compreendidas. No entanto, existe um esforço para adaptar estas recomendações de um ponto de vista menos técnico. Para isso o W3C tem utilizado um grupo de usuários menos técnicos dispostos a ler as recomendações e anotações e identificar problemas de compreensão. Para então explicá-las em um glossário ou o através de anotações no texto principal.
Finalmente, ferramentas e materiais educativos são desenvolvidos para ajudar os usuários a utilizar as recomendações. Por exemplo, o W3C tem um validador de XHTML e CSS. Para verificar se o código escrito no CSS está padrões corretos e se a página apresenta links quebrados. Como também sugere como a página pode ser corrigida.
Desenvolvendo heurísticas de usabilidade
Heurísticas de usabilidade ajudam os desenvolvedores a não se esquecer de verificar as principais causas dos defeitos de usabilidade. Por exemplo, uma lista de heurísticas de interface de usuário, em geral podem apresentar as seguintes características:
- Diálogo simples e natural;
- Linguagem próxima a linguagem do usuário;
- Minimização da carga de memória da aplicação;
- Coerência;
- Feedback do usuário;
- Tratamento de exceções através de mensagens de erros com conteúdo amigável ao usuário
- Link para ajuda
- Documentação do site
Implementação de melhores práticas de usabilidade
Há uma quantidade enorme de áreas de estudo no campo da usabilidade. Grande parte das normas do W3C depende de um quadro de referência comum entre os participantes, mas carece de uma abordagem comum de usabilidade, devido ao rápido desenvolvimento, tanto da Web quanto das práticas de usabilidade. Quanto mais cedo nós decidirmos utilizar melhores práticas de usabilidade, melhor se tornará o processo de design e conseqüentemente o resultado final. Aumentar a capacidade de entendimento das recomendações do W3C, um bom exemplo disso. Além de que vale a pena olhar outros cenários relacionados com métodos de usabilidade, como estes podem ser adotados no ciclo de vida do projeto.
Um dos elementos mais valiosos dos grupos de trabalho está em reunir pessoas interessadas em usabilidade e estimular a troca de conhecimentos e experiências. Como também é extremamente importante que o feedback dos usuários seja levado em consideração, para potencializar o processo de desenvolvimento de melhores práticas, criando um efeito ainda maior sobre o modo como interagimos com a Web, e em geral no sentido de levar experiências do usuário para um terreno mais comum, e mais perto do usuário final. Estas boas práticas devem ser integradas aos processos de W3C, fazendo parte do material desenvolvido, e documentos do processo, orientações sobre design e regras de publicação.
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